Brainstorming 02: As perguntas são mais importantes do que as respostas


Começamos com Tal Ben-Shahar, especialista em liderança positiva, que mostra a importância de colocar o foco no que funciona e não no que fracassa. Desde os anos 80, inaugurador da psicologia positiva, ele tem tentado provar que o simples gesto de trocar a pergunta “o que está errado?” para “o que faz as pessoas darem certo, mesmo em ambientes com adversidades?” aumenta o nível de felicidade. No ambiente corporativo, a concentração sobre o que está funcionando ou como chegar a este estado tornaria os times e profissionais mais competentes. Eis por que as boas perguntas são mais importantes do que as respostas já que estas têm a capacidade de alavancar as melhores contribuições. Assim, seguem sugestões de como trabalhar uma equipe para que esta possa se perceber participando de modo construtivo o que, para o indivíduo, é uma grande mostra de sua competência; logo, de sua validação como profissional. A autoestima agradece. Vamos às perguntas que alimentam ótimos brainstormings:

  • As perguntas mais produtivas são as abertas (PA) versus as fechadas, curtas (PC)  versus longas e simples (PS) versus complexas.

  • Perguntas descritivas (PD) são ótimas precursoras de perguntas especulativas (PE).

  • Passar de perguntas simples, que requerem somente memória, para perguntas cognitivamente mais complexas (PCX), que demandam síntese criativa, é um excelente recurso para produzir pensamentos inovadores.

Por exemplo. Estivemos envolvidos enquanto consultoria em um projeto de uma multinacional que estava atendendo um cliente novo e completamente distinto do mercado brasileiro. Estamos falando do Egito enquanto celeiro de negócios. E, para atendê-lo bem e em curto prazo, os líderes reuniram seus colaboradores em uma grande prática de brainstorming para que fosse levantado os melhores sucessos daquele time como também quais seriam seus pontos de melhoria. Tivemos as seguintes preciosas contribuições:

  1. Por que este cliente nos escolheu? (PA, PC, PS)

  2. Onde queremos chegar com este novo projeto? (PA, PC, PS)

  3. Quais as novas oportunidades de crescimento no mercado internacional que este projeto proporciona? (PA, PE, PCX)

  4. Este novo projeto, implica em qual tipo de entrega: produtos específicos, novas regulamentações técnicas, matéria prima nacional ou importada? (PA, PD)

  5. Quanto tempo temos para a entrega deste projeto? (PC, PS)

  6. Este projeto é único ou está atrelado a outras demandas que dependam de nosso empenho inicial efetivo? (PE)

  7. Temos budget específico já apontado para cada área? (PC, PS)

  8. Quais melhorias podemos realizar na organização – em suas várias áreas – para atender a esta demanda? (PD, PE)

  9. Nas áreas em que atuamos, será designado um sponsor para as melhorias apontadas? (PC, PS)

  10. O que temos de recursos – processos, pessoas, maquinaria – em nossa área (Supply Chain, PCP, Manutenção, etc)? (PD, PE)

  11. Quais as lições aprendidas que temos de outros projetos, que são nossos pontos de atenção, sobre as quais devemos refletir para não cairmos em retrabalho, perda de prazo; logo, diminuição das margens? (PD, PCX)

Sim, já fazemos inúmeros destes questionamentos. Contudo, quando sabemos seu propósito e o que queremos extrair dos colaboradores, somos líderes mais efetivos e assertivos, tirando dos nossos liderados seu melhor e não os alimentando com nossas respostas prontas. Deste modo, não desenvolvemos pessoas; apenas as guiamos sob nossa batuta. Boa sorte e ótimos brainstormings renovados para você!

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