Como colaborar com quem não simpatizamos?


O mundo seria perfeito se nele existissem apenas pessoas com as quais gostamos de conviver? Sem problemas ou desafios? A resposta é apenas essa: Não! Além do que este desejo denota a imaturidade de quem quer formatar tudo ao seu belo prazer, curvando os demais as suas vontades. O mundo hoje tende à colaboração e esta postura é individualista. Não deve caber mais no mundo corporativo... embora seus fantasmas ainda transitem em território nosso conhecido. E, nesta linha de reflexão, está a provocação do título deste blog: como conviver com pessoas com quem não simpatizamos? Compreendendo que toda atitude possui uma intenção positiva – aqui não falo de qualidades, do mau e do bom, mas ação que deseja levar alguém de modo “positivo” ao seu objetivo. Sim, no como fazer residem os tropeços. Expliquemos. Vamos pensar em duas competências demandadas nas organizações que, se dosadas em excesso, podem ser prejudiciais ao coletivo:


1. Proatividade (aquela característica de quem faz primeiro e pensa depois. Não percebe o impacto de sua ação em outras áreas e o retrabalho ou prejuízo que tanto pode causar): você enfrenta esta situação e, muitas vezes, as dificuldades se agravam porque vindo de alguém com que não simpatizamos, a atitude parece de propósito. Mas o que moveu esta pessoa? Por que ela agiu atropelando tudo e todos? Sua intenção positiva pode ter sido adiantar tarefas (1), mostrar atitude frente à solução de problemas (2), responder com prontidão às tarefas que deve executar (3).

  • De certa maneira, podemos ter influenciado a atitude equivocada, em sendo líderes, nosso alinhamento pode ter sido ineficaz e as orientações pobre de detalhes e ainda exigindo do colaborador “ação” porque isto demonstra a tal desejada proatividade. Devemos, então, alinhar: percepção do impacto das atividades para escolher a que agrega mais valor ao negócio (1), ponderar que a atitude tem consequências que impactam outras áreas da empresa, ajudar a desenvolver visão sistêmica que é uma construção das equipes que constituem as pessoas de uma empresa (2), o tempo deve ser observado para que a desculpa de ser “tudo urgente” não comprometa a qualidade do que se faz.

  • E, se liderados, talvez tenham faltando perguntas para esclarecer o assunto, uma busca detida de informações que pudessem respaldar suas atitudes, organizar o check list para se empenhar naquilo que impacta de fato o bussiness e não se debater em uma ação de menor valor agregado.

2. Resiliência (aquela característica de quem não se entrega frente a um desafio e, para o concluir, arrola pessoas, desrespeita normas acordadas, não se cansa e não desiste enquanto não chegar ao resultado final): na mesma linha de raciocínio com as questões já estabelecidas acima, temos a intenção positiva que pode ser mostrar engajamento e comprometimento com as pessoas e com a empresa (1), provar que desafios existem para serem superados e vencidos (2), impactar o time como um exemplo a ser seguido (3).

  • Se líderes temos o seguinte: mostrar que o engajamento e o comprometimento devem ser estratégicos, ou seja, planejados, avaliando riscos e suas consequências (1), levar o colaborador a compreender que os desafios vencidos são aqueles que causam menos dano e, para tanto, devemos trabalhar o projeto, a atitude com uma visão ampliada e várias alternativas para a resolução do problema de início, mitigando ou evitando erros desnecessários (2), para ser exemplo temos que ponderar se nossas escolhas precisam do estabelecimento de um processo, um fluxo que envolva demais pessoas para que todos aqueles a serem envolvidos também sejam exemplo de parceria.

  • Se liderados, pensemos: eu possuía alternativas ou estava focado em um caminho apenas para tingir o objetivo? Pensar no escopo do desafio: o que precisa ser feito, por quê, agrega valor, como realizar, para quê realizar?

Percebe-se que “não simpatizar com o outro” pode ser apenas uma questão de perspectiva. É necessário sermos flexíveis e empáticos – de verdade verdadeira – para compreender o mapa em que aquela pessoa está atuando. Assim, saímos da reatividade e entramos na responsividade. Afinal, quem nunca julgou alguém negativamente e, com a convivência, provou estar errado? Todos, é hora de reumanizarmos as relações porque nelas existem pessoas que merecem uma segunda chance, como nós também. A moeda tem sempre duas faces.

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