Van Goghs e Dalis habitam as organizações. Como os salvar da extinção?



Vincent Willem van Gogh (1853-1890) nasceu em Zundert, uma pequena aldeia holandesa, no dia 30 de março de 1853, filho de um pastor calvinista era uma criança rebelde e insociável. Em sua vida, tinha uma saúde frágil, fruto da mente criativa e inquieta. Seus humores eram reconhecidamente fleumáticos e em constante mobilidade. Sua expressividade se traduzia em telas que capturavam as cenas da vida: das paisagens ao falecimento de seu pai, dos girassóis à casa amarela. Sensível, imprimia em cores as emoções cotidianas que, geralmente, passam imperceptíveis frente às demandas e correrias das rotinas de trabalho e auto exigência. Salvador Domingo Dalí Domènech nasceu em Figueres, Gerona, Espanha, no dia 11 de maio de 1904. Filho do tabelião Salvador Dalí Cusi e de Felipa Domènech. Em 1922, muda-se para Madri e vai morar na Residência dos Estudantes, onde fica amigo do poeta Frederico Garcia Lorca e do futuro cineasta Luís Bunuel. Ingressa na Academia de Belas Artes de San Fernando. Chamava atenção com um figurino que mostrava sua personalidade excêntrica: com cabelos longos, gravata desproporcionalmente grande e uma capa que ia até os pés. Foi um pintor espanhol que se destacou por suas composições insólitas e desconexas. Com seu bigode sinuoso e com disposição para escandalizar, foi um grande representante da Estética Surrealista. Uma mente à frente de seu tempo, desconstruiu a realidade para ver além dela. Pintou em pixels em uma época que as câmeras digitais não existiam. Antecipou o futuro incomodando a estética e a reescrevendo em telas, esculturas e amores, como sua eterna Galatéia. O mesmo se dá nas salas de reunião, nos corredores das empresas, nas discussões de projetos: as ideias disruptivas são tidas como muito ousadas e impactantes, deseja-se que o colaborador “saia fora da caixa”; mas, quando este ousa se arriscar, é desmotivado em muitas vezes. A provocação de Van Gogh e Dali é fazer pensar o futuro no hoje, aproximar as lacunas, reduzir os abismos, provocar mentes, quebrar paradigmas e quem está disposto a, de fato, mudar seus hábitos? Ou ainda: desapegar-se das queridas zonas de conforto? Muitos responderiam “eu”, mas, para isto, é necessário haver sponsors aqueles que defendam as ideias supostamente surreais para que estas não se transformem em um arquivo morto. Afinal, o futuro, ainda será de 8 horas? As hierarquias prevalecerão? Um gestor terá apenas sua equipe? A CTPS pertencerá a um único empregador? Os projetos serão realizados por times centralizados? Ou o home office se expandirá a um nível em que a entrega valerá mais do que bater um cartão? As organizações não serão flat e o poder decisório compartilhado? As equipes remotas não terão vários líderes responsáveis por projetos inter-relacionados? Os colaboradores não poderão atender a várias organizações e serem gestores autônomos de sua carreira? As flash organizations já não existem compondo times multidisciplinares espacialmente dispersos no globo que apenas se unem para um objetivo comum que, entregue, as equipes se dispersam? Sim, amigos, há muito que mudar, contudo, para não sermos engolidos pelas mudanças, e sim surfarmos em sua onda, há que se incomodar hoje e não aniquilar o incômodo no ninho. Venham Van Goghs e Dalis, já os amamos desde sempre!

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