Conversar: Uma Arte Para Poucos?


Hoje, vamos ler um trecho de um artigo da página The School of Life:  “A busca por conversas melhores deve começar com a pergunta sobre para que uma conversa serve idealmente. Aqui, duas funções básicas se sugerem: confirmação e esclarecimento.  A história oficial de como a vida é deixa de fora uma parte considerável sobre quem realmente somos. Uma parte excessiva do que sentimos não pode ser normalmente revelada por medo de sermos humilhados e causar alarme ou desconforto indevido. Nossa inveja dos colegas, nossas decepções no amor, nossos verdadeiros sentimentos com relação à família, nossos hábitos vergonhosos e medos bobos, nossos mais loucos devaneios políticos... pouco dessa “normalidade silenciosa” tem a chance de ser discutido; até nos encontrarmos em uma boa conversa, no sentido de que ela – de forma habilidosa, sem lascívia ou julgamento – consegue confirmar a aceitabilidade fundamental de emoções e ideias até então cuidadosamente protegidas. A timidez leva muita culpa pelas más conversas. Ficamos com medo de abrir a alma por que exageramos falsamente a diferença entre nós e os outros.

Exibimos apenas nossos pontos fortes, alardeamos apenas nossos sucessos, estabelecemos apenas nossas propostas convencionais – e deixamos os outros entediados como resultado porque é na revelação de nossas fraquezas, na exibição de nossas fragilidades, na confissão de nossas fantasias mais malucas é que ficamos mais interessantes e agradáveis. É quase impossível ficar entediado quando uma pessoa te diz sinceramente no que fracassou ou quem a humilhou, o que anseia e qual foi seu momento mais louco. Daí, vêm os prazeres do esclarecimento, conversas em que outra pessoa afia nossas ideias corrigindo nossas tendências a vazio mental e distração. Pensar sozinho é difícil, nossas mentes se afastam da pressão de dar foco a ideias, preferindo o charme de devanear na internet, em vez disso.

Quão útil, portanto, é poder embarcar no trabalho de pensar com alguém que possam nos mostrar as questões que precisamos refinar, dar coragem para que sigamos em frente com nossos pensamentos iniciais hesitantes e preencher nossas análises com seus insights.” A todos que percebem ser a comunicação um dos grandes entraves organizacionais, eis nossa oportunidade de dar mais significado aos diálogos que temos com nossos colegas, afinal, passamos com eles grande parte do nosso dia para deixar que empecilhos do ego dificultem as trocas efetivas de ideias. Primeiro é preciso querer, depois treinar, então precaver-se para, enfim, lançar-se a falas mais construtivas e realmente pontuais da pessoa que somos e das responsabilidades que temos no ambiente corporativo. Que a parte consciente e sã possa contribuir mais com diálogos efetivos e bem-sucedidos. O endomarketing agradece e os colaboradores também.

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