Insulto, logo existo – diria Karnal. E nos ambientes corporativos ainda há este comportamento.


Afirma o professor Karnal que a crítica e o contraditório são fundamentais. Sendo que a base da democracia é a liberdade de expressão. Afinal, sem oposição, não existe liberdade. Segundo ele, uma crítica bem fundamentada destaca dados que um autor não percebeu. Um juízo ponderado é excelente. Ainda porque um único ser humano não é capaz de ver todos os vieses de uma questão. Inexiste aquele que não possa ser alvo de questionamento. A crítica pode nos despertar. Contudo, como saber se a avaliação é boa? Primeiro: ela mira no aperfeiçoamento do conhecimento e não em um ataque pessoal. A boa crítica indica aperfeiçoamento. Notamos, no arguidor sincero, uma diminuição da passionalidade. Refulgem argumentos e dados. Mínguam questões subjetivas. Há mais substantivos e menos adjetivos. Indica-se apenas algo que pode ser melhor e a partir de quais critérios. Que argumentos estão bem fundamentados e quais poderiam ser revistos. Objetividade é um campo complexo em filosofia, mas, certamente, alguém babando e adjetivando foge um pouco do perfil objetivo. Acresce que duas coisas ajudam na empreitada. A primeira é conhecimento. Há um mínimo de formação, a energia despendida em absorver conceitos. A segunda é a busca da impessoalidade. Critica-se não por causa de uma dor pessoal, da inveja, do espelho. Examina-se a obra em si, não a obra que a pessoa gostaria de ter feito ou a que se incomoda pelo simples sucesso da sua existência. Frente a esta construção: há pessoas que querem fazer sucesso a qualquer preço e cimentam a estrada com palavrões. Acreditam que agressões com palavras vulgares e apelidos sejam um grande impacto. Estão corretos: causam impacto, mas vulgaridade é simples concussão. Karnal supõe que alguns apresentem sintomas ligados à chamada síndrome de Tourette. Georges Gilles de la Tourette (1857-1904) descreveu pacientes que tinham compulsão de enunciarem palavrões, especialmente referências a fezes. A coprolalia, este fluxo de temas agressivos, escapa ao controle. É preciso reforçar que se pode melhorar muito quando se tem bons críticos ao longo dos anos. Eles ajudaram a superar mazelas e lacunas quando há interesse genuíno em auxiliar. Espera-se que os ambientes corporativos se tornem palcos verdadeiros da contribuição do ser humano e de seu desenvolvimento, não um ambiente – ainda – de temor e atitudes políticas pensadas para não se levar o maior prejuízo. Que haja o resgate da conversa calma que leva a resultados efetivos porque aquela acalorada e fleumática esconde atuações que, insinceras, despertam mais a acomodação do que a proatividade efetiva. Comecemos com os clássicos, bom dia e boa tarde para passarmos para uma gentiliza humanizadora.

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