Modelos mentais x Desafios + Quebra de paradigmas = Sucesso!


Padrões mentais são construções do pensar que, repetidas incontáveis vezes, se transformam em um modelo e se cristalizam como verdades absolutas. Onde nascem? Das várias influências que recebemos: família, amigos, sociedade em geral, de meios de mídia às organizações em que atuamos, livros, filmes, podcasts, ou seja, tudo pode contribuir para que desenhos estruturais em que o cérebro encontra certo conforto ao dispará-los porque, para ele, não há gasto de energia uma vez que esta máquina de potenciais ainda pouco estudados compreende que somos um organismo vivo e que, para se manter nesta condição, gasta uma quantidade conhecida de recursos. Assim, qualquer esforço a mais, uma demanda diferente que seja, um desafio, algo novo, o cérebro percebe uma alteração no nosso consumo de energia e dispara uma reação de contenção para poupar esforços. Uma questão: sobrevive este cérebro a gastos extras do que é seu costume? Sim, tanto que é exatamente esta a forma como saímos da zona de conforto para nos lançarmos a novas empreitadas, isto é, o cérebro também pode se acostumar a esta plasticidade e eis aqui a ruptura de um padrão mental, de um paradigma. Seguindo este raciocínio, todo ser humano enfrenta este ciclo: saindo da zona de conforto, migrando para o desconforto e chegando ao novo.  Em linhas gerais, este é o processo de abraçar uma mudança, porém o passo a passo não é tão simplista.

Vamos a um degrau acima. Há aqueles que desconsideram o desconforto, dizendo-se ajustados e enfrentativos; porém, lá está o desconforto em forma de ansiedade, uma angústia crescente, um descompasso de ritmo, um desânimo oculto. O Pior? Ou sendo ignorado ou sendo visto como algo comum à modernidade, afinal, certos sintomas são tão inerentes aos homens proativos e multitarefas que passam desapercebidos de algo que, se não visto com atenção, pode se tornar grave. E é exatamente isto que acontece: adoecemos mentalmente para então adoecermos fisicamente, e ainda fingirmos bem-estar. O que quero deixar claro para todos é que: podemos sim, convidar nossos modelos mentais a serem mudados, pois somente assim progredimos enquanto raça e contribuímos para a evolução da sociedade, contudo, não devemos ignorar o preço que se pode pagar por não se querer ver que o desconforto faz parte do sucesso, sem o substituir com frases tão comuns ao ambiente corporativo como: “Você dá conta!”, “Eu sei que você consegue.”, “Só mais este relatório, por favor.”, “Esta demanda é urgente”. Acuados entre a ordem e um convite para retornar ao mercado de trabalho, o colaborador aquiesce mostrando-se proativo, resiliente, com ótimo senso de dono e visão sistêmica do negócio e estratégica do mercado. Torna-se múltiplo e esquece-se que, para ser inteiro, deve olhar para suas necessidades também e compreender que esta velocidade frenética talvez não seja a do seu cérebro – e, na maioria das vezes, não é. O que se pede? Que os líderes respeitem o desconforto alheio porque eles também o sentem, porém, a ciranda foi estabelecida e eles inclusive bailam dentro dela. Há que se cortar esta corrente, ou então, a fala de qualidade de vida nos ambientes organizacionais deverá ser trocada por semanas de sobrevivência extrema.

Acompanhar, orientar, ouvir com atenção, planejar podem ser alternativas muito boas para minimizar os impactos no homem cooperativo do século XXI. O homem máquina de Charles Chaplin em Tempos Modernos não deve se disfarçar de operário moderno, fingindo uma normalidade inexistente. O cérebro contribui, mas bem sabe a área de manutenção que a prevenção poupa o desgaste e antecipa as precauções; não é preciso esperar a máquina parar de vez para a reparar ou, em caso último, a trocar. O ser humano é bem mais complexo do que isto e merece cuidados mais sensíveis a que, podemos crer, as empresas já estão mais dispostas a dar. É preciso esta conscientização de que mudar não é apenas uma questão de vontade, esta conta com uma memória impressa nos nervos de comportamentos habituais que, para serem mudados, requerem muito apoio e sustentação da equipe aos líderes. Quem o declinar, continuará batendo na mesma tecla; quem aceitar o desafio, terá equipes autogeridas, pessoas felizes e sucesso.

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