“Social Enterprise”: Um Novo Desenho Organizacional (Parte 01)


O relatório das Tendências Globais sobre Capital Humano da Deloitte de 2018 mostra uma mudança profunda que os líderes de negócios enfrentam em todo o mundo: o rápido crescimento do que chamamos de empresa social. Essa mudança reflete a importância crescente do capital social em moldar o propósito de uma organização, orientando suas relações com as partes interessadas e influenciando seu sucesso ou fracasso final. Em 2018, estamos testemunhando mudanças sísmicas na força de trabalho, no local de trabalho e nas tecnologias usadas no mundo do trabalho. Com base na pesquisa global deste ano com mais de 11.000 líderes de negócios e RH, além de entrevistas com executivos de algumas das principais organizações da atualidade, acreditamos que está ocorrendo uma mudança fundamental. As organizações não são mais avaliadas com base apenas em métricas tradicionais, como desempenho financeiro ou mesmo na qualidade de seus produtos ou serviços.

Em vez disso, as organizações hoje são cada vez mais julgadas com base em seus relacionamentos com seus trabalhadores, seus clientes e suas comunidades, assim como seu impacto na sociedade em geral - transformando-as de empresas comerciais em empreendimentos sociais. De muitas maneiras, o capital social está alcançando um novo status junto ao capital financeiro e físico em valor. Em uma pesquisa recente, por exemplo, 65% dos CEOs classificaram “crescimento inclusivo” como uma das três principais preocupações estratégicas, mais de três vezes maior do que a proporção de “valor para o acionista”.  Hoje, empresas de sucesso devem incorporar tendências externas, perspectivas e vozes, mantendo relações positivas, não apenas com clientes e funcionários, mas também com comunidades locais, reguladores e uma variedade de outras partes interessadas.

Construir esses relacionamentos desafia os líderes empresariais a ouvir atentamente os participantes, agir de forma transparente com informações, dividir silos para melhorar a colaboração e construir confiança, credibilidade e consistência por meio de suas ações. Isso não é uma questão de altruísmo: fazer isso é fundamental para manter a reputação de uma organização; atrair, reter e engajar trabalhadores críticos; e cultivar a lealdade entre os clientes. Insistentemente tem-se falado da importância de se atuar sobre a retenção do capital intelectual de uma organização e de dua manutenção. Este fato deixou de ser um dos drives das empresas e passou a ser seu norteador. O que a organização em que atuamos tem feito para ser interessante aos olhos do capital cognitivo que lhe traz sucesso, retorno financeiro e manutenção no mercado além de estar alinhada em termos de missão e valores com os seus colaboradores? Nos próximos blogs, caminharemos por esta curiosa trilha.

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