“Social Enterprise”: Um novo Desenho Organizacional (Parte 02)


Dando sequência ao blog anterior, vamos compreender o que é um empreendimento social. Quando uma empresa social é uma organização cuja missão combina o crescimento da receita e a lucratividade com a necessidade de respeitar e apoiar seu ambiente e a rede de partes interessadas, eis um empreendimento social. Isso inclui ouvir, investir e gerenciar ativamente as tendências que estão moldando o mundo atual. É uma organização que assume a responsabilidade de ser um bom cidadão (dentro e fora da organização), servindo de modelo para seus pares e promovendo um alto grau de colaboração em todos os níveis da organização. Em relatórios anteriores do Global Human Capital Trends, notamos o movimento de muitas organizações em direção a um modelo operacional de “rede de equipes” que visa a permitir uma maior colaboração e agilidade interna. Agora, este movimento foi acompanhado pela crescente mudança de um mercado interno, foco empresarial em um ecossistema externo. As organizações que estão na vanguarda dessas duas mudanças incorporam nosso conceito de empreendimento social: uma organização que é suficientemente alerta para sentir e responsiva o suficiente para acomodar a gama de expectativas e demandas dos stakeholders. Vemos que na última década, construiu-se o ponto de inflexão atual e cabe questionar por que essa mudança ocorreu.

Deloitte acredita que tanto foi impulsionado por mudanças sociais, econômicas e políticas que cresceram desde a crise financeira global. Apesar da recuperação econômica mundial desde 2008, muitas pessoas se sentem frustradas com o fato de que os ganhos financeiros não conseguiram melhorar a vida dos indivíduos, abordar problemas sociais, têm menos confiança em suas instituições políticas e sociais do que em anos; muitos esperam que os líderes de negócios preencham tal lacuna. Neste ano, o executivo-chefe da BlackRock, Laurence Fink, agiu neste sentido. Em sua carta anual aos CEOs, Fink observou que as pessoas estão cada vez mais “se voltando para o setor privado e pedindo que as empresas respondam a desafios sociais mais amplos” e exigindo que as organizações “sirvam a um propósito social”. Afirmou ainda que os acionistas, incluindo a própria BlackRock, agora estão avaliando empresas com base nesse padrão. Um relatório do New York Times sugeriu que a carta poderia ser um "divisor de águas em Wall Street", que levanta questões sobre "a própria natureza do capitalismo". Entre os muitos fatores que contribuem para a ascensão do empreendimento social, vemos três poderosas forças macro que impulsionam a urgência dessa mudança:


1. O poder do indivíduo está crescendo, com a geração milênio em primeiro plano.

2. Espera-se que as empresas preencham um amplo vácuo de liderança na sociedade, e:

3. A mudança tecnológica está causando impactos imprevistos na sociedade, ao mesmo tempo em que cria enormes oportunidades para alcançar um crescimento sustentável e inclusivo.

No próximo blog, desdobraremos estes três aspectos.

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