Talent wins de Ram Charan, Dominic Barton, Dennis Carey


A palavra talento já teve muitos significados. O mais clássico era medida de peso. Usada no Egito, na Babilônia, em Israel, na Grécia e em Roma, aparece como kikkor no texto hebraico da Bíblia, termo que, segundo o Webster’s etimológico, foi traduzido para o grego como talanton (“balança”). A medida era variável de lugar para lugar e ao longo do tempo, acredita-se que oscilando entre 20 e 40 quilos. No grego e no latim, da medida de peso brotou o sentido monetário: “Barra, certo peso d’uma matéria preciosa” é a primeira acepção do latim talentum que aparece no dicionário Saraiva. Que um talento era uma pequena fortuna ninguém discute, mas seu valor monetário preciso é incerto. Há registros de que um talanton grego equivalia a 6 mil dracmas numa época em que o soldo de um militar era uma dracma por dia. Foi o dinheiro que, por figuração, deu origem ao significado de talento hoje dominante. Talvez tenha ganhado este novo sentido devido ao espalhamento dessa acepção a partir da popularidade de uma interpretação da “parábola dos talentos”, contada pelo evangelista Mateus. Trata-se da história de um senhor de terras que presenteia três servos com somas variáveis de talentos. Após algum tempo, descobre que dois duplicaram sua riqueza, enquanto o terceiro, que preferiu enterrar o dinheiro, está na mesma. O senhor então lhe confisca o presente e o expulsa de suas terras, ou seja, este último não foi digno de ali permanecer uma vez que não multiplicou aquilo que recebeu.

Por fim, para Rhandy Di Stéfano, máster coach pelo ICI – Integrated Coaching Institute, talento é a competência que se usa sem se fazer força, sem pensar esta é acessada. Ok... muitos devem estar pensando. E qual é a relação entre a etimologia e a atualidade? O valor que se atribui ao talento em todos os casos é significativo e deve ser multiplicado. Neste sentido, Talent Wins se dirige ampliando – e reafirmando – a necessidade de se manter os talentos dentro das organizações, e não necessariamente fazer uma caça a eles no mercado, desperdiçando a prata da casa que já se possui uma vez que estes constituem o tão aclamado capital humano. Mas não “qualquer talento”, sim aqueles que, à medida que o trabalho e as organizações se tornaram mais fluidos - e a estratégia de negócios não é mais sobre o planejamento dos próximos anos, mas sobre detectar e aproveitar novas oportunidades e se adaptar a um ambiente em constante mudança - adotam novas maneiras de fazer com que as empresas se mantenham competitivas, transformando visões convencionais em seus chefes em ações arrojadas e flexíveis.

E quem é o talento que mais pode conseguir este feito? Quem for resiliente, isto é, que tiver capacidade de adaptação, levando seu time ao sucesso bem como influenciando seu líder a ampliar perspectivas ao mesmo tempo, se o líder for tão resiliente quanto, acompanhá-lo na solução de problemas. Assim, nomenclaturar suas competências é um ótimo passo para apropriação de seus talentos natos. Contudo, não lhes dê apenas nomes como colaborativo, planejador, produtivo, assertivo. Acresça a elas significado acompanhado de três ações efetivas – verbos como fazer, atender, anotar, listar, etc. –  que devem traduzir sua qualificação em atitude. Este é o mais eficaz do mundo porque saímos da promessa de ser e passamos à realização de um fato. É isto que os líderes desejam: pessoas que tragam soluções; não que fiquem dependuradas na empresa esperando pela resposta alheia. E agora? Aproprie-se dos talentos que você possui na prática e aja, pois já cantou Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” Mãos à sua obra!

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